
Bom, pessoal!
Aqui estou eu, pra falar um pouco dessa doença que é o aneurisma cerebral. O que eu particularmente denomino de tiro no cérebro, pois assim como um tiro, o aneurisma pode deixar a pessoa bem, dependendo do que acontecer, matar na hora, ou deixar sequelas significantes no paciente.
Fiz uma pesquisa na internet pra poder falar um pouco, dessa doença ainda tão desconhecida para muitos. Tive como base o site: http://www.aneurismacerebral.com/
O que é um Aneurisma Cerebral?Um aneurisma cerebral, é uma protuberância anormal de um artéria no cérebro. É estimado que até uma em cada 15 pessoas desenvolva um aneurisma cerebral durante a sua vida.
O aneurisma cerebral muitas vezes é descoberto quando eles rompem (como no meu caso), causando sangramento no cérebro ou no espaço que estreitamente rodeia o cérebro, chamado espaço subaracnóide, causando uma hemorragia subaracnóidea. A hemorragia subaracnóidea de um aneurisma cerebral rôto pode levar a um AVC hemorrágico severo, dano cerebral e morte.
Os passos principais do tratamento uma vez que um aneurisma rompeu devem ser: cessar a hemorragia e dano potencial ao cérebro e reduzir o risco da repetição, isto é, de um re-sangramento. O aneurisma cerebral não roto muitas vezes é tratado para prevenir a ruptura.
Sintomas dos aneurismas cerebraisEm geral os pacientes que descrevem "a pior dor de cabeça na minha vida" estão experimentando de fato uma ruptura de aneurisma. Outros sintomas de aneurismas cerebrais que romperam incluem:
• Náuseas e vômitos
• Dor na nuca e rigidez no pescoço
• Visão manchada ou visão dupla
• Dor em cima e atrás do olho
• Pupilas dilatadas
• Sensibilidade para luz
Sintomas Aneurismas Cerebrais não rotos
Antes de um aneurisma romper, os pacientes na maioria das vezes não experimentam nenhum sintoma. Numa minoria de casos, pessoas portadoras de aneurismas cerebrais descobertos por acaso poderão ter alguns dos seguintes sintomas:
• Déficits de visão periféricos
• Visão dupla
• Dificuldades de fala
• Modificações súbitas de comportamento
• Perda de equilíbrio e coordenação
• Concentração reduzida
Diagnóstico de Aneurismas Cerebrais
O diagnóstico de um aneurisma cerebral que rompeu é comumente feito encontrando os sinais da hemorragia subaracnóidea em um exame de TC (Tomografia computadorizada), após um episódio de dor de cabeça de forte
A TC é um exame capaz de visualizar fatias transversais do nosso corpo, a medida que ele é movido para dentro de um grande túnel, circular no interior da máquina. Se o exame de TC for negativo mas ainda há a forte suspeita de um aneurisma roto, uma punção lombar é feita para descobrir se há sangue no fluido cerebroraquidiano (LCR) que rodeia a corda cerebral e espinal.
Para determinar a posição exata, o tamanho e a forma de um aneurisma (roto ou não roto), o neuroradiologista usará angiografia cerebral (também chamada de arteriografia cerebral ou angiografia por catéter) , angiotomografia computadorizada ou angioressonância magnética.
A Angiografia cerebral, método tradicional, implica a introdução de um catéter (pequeno tubo plástico) em uma artéria (normalmente na perna) e direção dele pelos vasos sanguíneos do corpo à artéria implicada pelo aneurisma. Uma tintura especial, chamada de meio de contraste (à base de iodo) é injetada na artéria do paciente e a sua distribuição é mostrada em projeções de raio x digitalizados. Este método é mais sensível para detecção dos menores aneurismas, que podem passar despercebidos na angiotomografia e na angiorressonância magnética.
A Angiotomografia computadorizada (Angio-TC) é uma alternativa ao método tradicional e pode ser feito sem a necessidade de cateterismo arterial. Este exame combina um exame de TC regular com meio de contraste iodado injetado em uma veia. Uma vez que o meio de contraste tintura é injetada em uma veia, ele viaja às artérias cerebrais, e as imagens são criadas usando um exame de TC. Essas imagens mostram exatamente como o sangue flui nas artérias cerebrais, porém pode deixar de detectar aneurismas pequenos.
Tratamento de Aneurismas CerebraisA embolização, ou cirurgia endovascular minimamente invasiva pode ser usada no tratamento do aneurisma cerebral.
É importante observar, contudo, que nem todos os aneurismas devem ser tratados no momento do diagnóstico e nem são indicados para ambas as formas do tratamento (cirurgia ou embolização). Os pacientes têm de consultar um neuroradiologiasta ou um neurocirurgião para determinar se eles são candidatos para qualquer tratamento.
Tratamento CirúrgicoPara alcançarem o aneurisma, os cirurgiões devem retirar primeiro uma seção da calota craniana, um procedimento chamado craniotomia. O cirurgião então rechaça o tecido cerebral e coloca um clipe metálico muito pequeno através do colo ( o pescoço ) do aneurisma, para parar o fluxo de sangue no seu interior. Depois de clipar o aneurisma, o osso é recolocado no seu lugar original com fios de metal, e a ferida é fechada.
Tratamento Minimamente invasivo: a EmbolizaçãoA embolização é um procedimento que acessa a área de tratamento naturalmente, por dentro dos vasos sanguíneos. Em contraste com a cirurgia, a embolização não necessita de cirurgia aberta. Em vez disso, os médicos usam a tecnologia de raios-X em tempo real, chamada visualização fluoroscópica (radioscopia), para visualizar o interior dos vasos sanguíneos.
O tratamento de embolização dos aneurismas cerebrais começa com a inserção de um cateter (pequeno tubo plástico) na artéria femoral na perna do paciente e navegação dele pelos vasos sanguíneos do pescoço até o aneurisma. Pequeninas molas ou espiras de platina são inseridas pelo cateter e desdobrados no aneurisma, bloqueando fluxo de sangue para o interior do aneurisma e prevenindo sua ruptura. As molas são feitas de platina para que eles possam ser
visíveis pelo raio x e bastante flexíveis para conformar-se com a forma de aneurisma e evitar que ele se rompa.. Mais de 450.000 pacientes no mundo inteiro já foram tratados com molas de platina destacáveis.
Embolização x Cirurgia ConvencionalTratamento de Aneurismas que romperam:
Até há pouco tempo atrás, a maioria dos estudos científicos sobre cirurgia convencional ou tratamento endovascular dos aneurismas cerebrais eram estudos em escala modesta ou estudos retrospetivos que confiaram no análise de registros hospitalares. O único grande estudo médico, comparando a embolização com cirurgia convencional no tratamento de aneurismas cerebrais é o Subarachnoid Internacional Aneurysm Trial (ISAT) que foi publicado na renomada revista Lancet e envolveu mais de 2000 pacientes.
O estudo ISAT encontrou que, em pacientes aos quais foram oferecidos ambas as opções de tratamento, a embolização produz resultados substancialmente melhores do que a cirurgia quanto a sobrevivência sem seqüelas em um ano. O risco relativo de morte ou seqüelas significativas em um ano de pacientes embolizados foi 22.6 por cento mais de baixo do que em pacientes tratados cirurgicamente.
Os resultados de estudo foram tão contundentes que a prova foi parada precocemente, antes do seu término previsto, depois de ingressar 2.143 de 2.500 pacientes planejados porque o comitê de ética do estudo determinou não ser mais ético submeter pacientes à cirurgia convencional.
Este estudo fornece evidência inegável que todos os pacientes com aneurismas cerebrais que romperam devam receber uma consulta endovascular com um neuroradiologista.
Tratamento de Aneurismas não rotos:
Embora nenhum grande estudo como o ISAT, comparando as duas modalidades técnicas foi conduzido para os aneurismas que nunca romperam (aneurismas incidentais), as análises de estudos retrospectivos encontraram que a embolização se associa com menos risco de maus resultados, estadias de hospital mais curtas e tempos de recuperação mais curtos comparados com a cirurgia convencional. Os estudos mostraram que:
• As estadias de hospital médias são mais do que duas vezes maiores com a cirurgia do que com o tratamento de embolização
• Pacientes cirúrgicos informam novos sintomas ou incapacidades depois do tratamento quatro vezes mais do que quando comparando com pacientes embolizados
• Pode haver uma diferença dramática em tempos de recuperação. Um estudo mostrou que os pacientes tratados cirurgicamente tiveram um tempo de recuperação médio de um ano em comparação com pacientes embolizados que se recuperaram em 27 dias
OS BENEFÍCIOSA técnica de embolização de aneurismas cerebrais possibilita:
• Recuperação mais rápida e sem dor;
• Redução quase-total da taxa de infecção hospitalar;
• Ausência de trauma, visto que não há abertura do crânio;
• Alta hospitalar precoce.
De acordo com o neurocirurgião Antonio de Barros Carrera, de 100 pessoas que têm um rompimento de aneurisma 50 entra em óbito na hora, das outras 50, 30 não resistem até a cirurgia ou entram em óbito durante ou depois, das 20 que sobram, 10 ficam com sequelas e 10 ficam sem sequelas.
Nessas horas em que nós mesmos ou parentes e amigos próximos passam por isso, nada melhor do que nos apegarmos ao nosso bom pai, procurar pessoas que já passaram por isso para que possamos ter mais esperança tbm. Um bom exemplo disso, é a comunidade no Orkut "Aneurisma Cerebral", nela você pode encontrar muitos exemplos de pessoas que venceram por isso, outras que infelizmente perderam alguém querido ou pessoas que entram para tirar dúvidas e esclarecimentos... o link é:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2603099
Alguns famosos tiveram aneurisma também, como a Roseana Sarney, que descobriu a tempo e pôde fazer a cirurgia numa boa, diferente do ator Luiz Carlos Tourinho que infelizmente não resistiu ao rompimento do aneurisma.
No meu caso, o aneurisma rompido causou hidrocefalia, tive que colocar uma DVE e por essa DVE que é um treno externo, peguei menigite, mas graças a Deus hoje estou perfeita, sem nenhuma sequela.